quarta-feira, 9 de maio de 2012

Métodos Contraceptivos



Segundo o Ministério da Saúde 37% das internações no SUS por gravidez, parto e puerpério correspondem a mulheres entre 10 e 19 anos. A gravidez indesejada entre mulheres de 20 a 24 anos corresponde a 15%. Conhecer os métodos contraceptivos, saber como usá-los e e qual é o mais adequado para você é o primeiro, e melhor, passo para evitar uma gravidez indesejada.

Didaticamente os métodos contraceptivos são divididos em: métodos comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), hormonais e cirúrgicos.

Métodos comportamentais

Tabelinha: também conhecido como calendário ou método rítmico está entre um dos métodos contraceptivos mais conhecidos e usados. 

                                                            
 Somente é indicado para mulheres com ciclo menstrual regular uma vez que  o período fértil é calculado de acordo com seu ciclo. Para saber quando é o período fértil a mulher deve saber a data da próxima menstruação e subtrair 14 dessa data. O resultado é o dia da próxima ovulação. Contando 4 dias antes e 4 dias depois tem-se o período fértil.

Nesse período a mulher deve abster-se de relações sexuais ou fazer uso de outro método contraceptivo, como camisinha ou espermicida. Apesar de ser um método bastante conhecido e utilizado é bastante falho. Saber quando é o período fértil é mais válido para quem quer engravidar do que para quem quer evitar uma gravidez indesejada.

Temperatura basal: Método pouco utilizado e também bastante falho.


Após a ovulação a temperatura corpórea aumenta de 0.3 a 0.8 ºC,  por três dias. A mulher que optar por esse método contraceptivo deve medir sua temperatura, todos os dias, antes de se levantar, com o termômetro embaixo da língua por alguns meses. Ela deve anotar essas temperaturas num gráfico com o propósito de estabelecer um padrão do aumento da sua temperatura.

Com o padrão já estabelecido ela deve fazer abstinência sexual, ou usar outro método contraceptivo, durante a primeira parte do ciclo, logo após a menstruação, até três dias depois do aumento de temperatura.

Billing ou Muco Cervical: Consiste na identificação do período fértil de acordo com as mudanças no muco cervical.


Dois ou três dias após a menstruação tem o aparecimento do muco cervical. Com o passar dos dias ele vai aumentando de volume e espessura. No período fértil o a mulher consegue fazer um fio entre os dedos, como na figura ao lado, com o muco cervical.

Para esse método funcionar a mulher deve fazer o teste com o muco cervical todos os dias e fazer abstinência sexual, ou usar outro método contraceptivo, no período fértil.

A combinação do três métodos contraceptivos citados acima, também conhecido como Método Sintotérmicoaumenta a eficácia dos mesmos.

Coito Interrompido: Esse método consiste na retirada do pênis da vagina antes da ejaculação. Possui um alto índice de falha pois vários homens não tem controle sobre a ejaculação. 

Os métodos contraceptivos comportamentais são os menos eficazes pois dependem diretamente da motivação do casal, eles mexem com a rotina e comportamento, podem causar ansiedade e não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Métodos de Barreira

Camisinha: Assim como todos os métodos de barreira impede que o espermatozóide chegue útero. Tanto a camisinha masculina quanto a feminina além de prevenir uma gravidez indesejada protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a Aids, e são de fácil acesso (são distribuídas nos postos de saúde).

  Camisinha masculina: envoltório de látex que envolve o pênis.



Para que a camisinha funcione é necessário que ela seja colocada da maneira correta e que alguns cuidados sejam tomados. Nunca esqueça de observar a data de validade da camisinha e que a embalagem não deve ser aberta com a boca para evitar que pequenos furos sejam feitos no látex.

   Camisinha feminina: bem menos utilizada que a camisinha masculina, consiste em um tubo, já lubrificado, de poliuretano, com uma extremidade aberta e outra fechada que é introduzido na vagina.
Diferente da camisinha masculina pode ser colocada bem antes da relação sexual. O índice de falha, tanto da camisinha masculina quanto da feminina, é muito baixo.

Diafragma:  É um anel flexível, coberto por uma borracha fina que deve ser colocado pela mulher no colo do útero.

Recomenda-se que seja colocado 15 minutos antes da relação sexual. Quando higienizado e armazenado de maneira correta pode ser utilizado por até 3 anos. Deve-se ser retirado de 6 a 24 horas depois da relação sexual.

Sua eficácia é maior quando usado em conjunto com um espermicida. Deve ser encaixado com os dedos no colo do útero.  Antes de iniciar seu uso a mulher deve procurar um ginecologista par saber o tamanho certo do diafragma.

Espermicida: podem ser encontrados na forma de cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. São substâncias que matam os espermatozóides.

Dispositivo intra-uterino (DIU)

São artefatos de polietileno, podem ser de cobre ou conter hormônios, que são inseridos na cavidade uterina. Devem sempre ser colocados por um ginecologista.

Bastante recomendados para mulheres com hemorragias abundantes ou cólicas menstruais muito fortes. Hoje existem DIUs de duração de até 15 anos. Uma desvantagem é que se houver gravidez ele pode causar aborto no primeiro ou segundo trimestre de gravidez.

Deve ter com controle a cada 6 meses com seu ginecologista pois seu organismo pode expulsar o dispositivo ou ele pode ser retirado do lugar durante a relação sexual, causando assim grande desconforto para as mulheres.
Tem uma eficácia alta, de 95 a 99,7%

Métodos hormonais

São constituídos de hormônios (estrogênio e progesterona) que podem ser combinados ou não. São muito eficazes (99,9%) quando utilizados de maneira correta. Atuam impedindo a ovulação. Podem ser orais (pílulas anticoncepcionais e pílula do dia seguinte), injetáveis, adesivos,implantes e anel vaginal.

Pílulas Anticoncepcionais: Conhecidas também apenas como pílulas podem ter 21, 24 ou 28 comprimidos. As pílulas com 28 comprimidos interrompem a menstruação. Devem ser tomadas todos os dias, preferencialmente no mesmo horário.



Inicia-se o tratamento no primeiro dia do ciclo menstrual, ou seja, no primeiro dia de menstruação. Ao final da cartela deve ser repeitado o intervalo para o inicio da próxima, 7 dias para pílulas de 21 comprimidos e 4 dias para as de 24. Pílulas de 28 comprimidos não tem intervalo entre as cartelas.

O ginecologista é a pessoa certa para te indicar a pílula anticoncepcional que melhor se adeque ao seu organismo.

Pílula do Dia Seguinte: É um contraceptivo de emergência, de alta dosagem hormonal. Deve ser usado com cautela, pois a alta dosagem de hormônios pode trazer danos ao organismo, quando houver relação sexual sem proteção.
Tem que ser tomada até 72 horas depois da relação sexual sem proteção. A segunda pílula deve ser tomada 12 horas depois da primeira. 
Pode desregular o ciclo menstrual.



Você pode saber mais sobre pílulas anticoncepcionais e pílula do dia seguinte acessando o bloghttp://www.2gotinhasderivotril.blogspot.com

Injetáveis: Hormônios de aplicação intramuscular.
Quando constituído apenas de progesterona tem duração de 1 a 3 meses, já quando em associação com estrogênio é de aplicação mensal.
Adesivos: São semelhantes aos adesivos para reposição hormonal usados por mulheres na menopausa. Cola-se o adesivo na pele, deixa por três semanas e depois faz um intervalo de uma semana para colar o próximo adesivo.

Implantes: Bastão contendo o hormônio progesterona que é implantado no antebraço, sob pele, por um ginecologista com anestesia local. Tem duração de três anos.





Anel Vaginal: Anel de material plástico contendo hormônio. Deve ser inserido na vagina onde fica por três semanas, não atrapalha as relações sexuais. Após três semanas a mulher retira, faz uma pausa de uma semana e pode inserir outro anel. É um método contraceptivo bastante eficaz.

Métodos Cirúrgicos

Laqueadura: Método de contracepção definitivo. Consiste na ligadura ou corte das trombas da mulher impedindo assim ligação óvulo e espermatozóide. É realizada em hospital, no centro cirúrgico e deve seguir critérios rígidos estabelecidos na legislação vigente.

Vasectomia: Consiste na ligadura dos canais deferentes do homem. Apesar de ser um método contracaptivo definitivo existem possibilidade de reversão e esse é dos motivos pelo qual a vasectomia tem se tornado cada vez mais comum. Não necessita de internação, é feita em ambulatório com anestesia local.

Os métodos contraceptivos cirúrgicos são 100% eficazes!

Usados corretamente todos os métodos contraceptivos são eficazes e tem suas vantagens e desvantagens. O ginecologista é o profissional certo para indicar o melhor anticoncepcional para cada mulher. É sempre muito importante lembrar que o único método anticoncepcional que previne as doenças sexualmente transmissíveis é a camisinha por isso é de extrema importância a dupla proteção!

Esse texto pode ser lido também no blog Liga da Saúde

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os perigos do uso indiscriminado dos Colírios

No dia 7 de maio é comemorado o dia do Oftalmologista e por isso, hoje, o blog vai falar um pouquinho sobre essa espacialidade médica, as doenças oculares e os perigos do uso indiscriminado de colírios.

A Oftalmologia é a especialidade da medicina que estuda e trata as doenças relacionadas aos olhos e a visão.
O médico oftalmologista é capacitado para prescrever tratamento médico de todas as doenças oculares, correção para os problemas de visão e realizar cirurgias nos segmentos clínico e hospitalar. Dependendo da sua especialização ele poderá também desenvolver seu trabalho em oftalmo-pediatria, plástica ocular, doenças das vias lacrimais e orbitárias, estrabismo, cirurgia refrativa, oftalmo-acupuntura. 

No site do Centro Brasileiro da Visão você pode ler textos sobre as doenças oculares. Lá você encontra as definições de doenças "populares" como o Glaucoma e também sobre doenças menos conhecidas como a Ambliopia (baixa visão que não é corrigida com óculos). Além disso você também encontra no site notícias, artigos, é possível marcar consultas, etc.

Os colírios são os medicamentos mais comumente prescritos pelos oftalmologistas e não devem ser usados sem orientação médica, mesmo os colírios lubrificantes! O uso impróprio pode causar problemas graves, como perda acentuada da visão. 
De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, no verão 4 em cada 10 pacientes chegam á consulta usando um colírio indicado por um amigo, no restante do ano, estudos realizados pelo médico, mostram que esse número é de 3 em 10 pacientes. "O brasileiro não vê o colírio como um medicamento porque todas as fórmulas lubrificam. Mesmo que causem ardência ao entrar em contato com o olho, acabam melhorando o conforto visual momentaneamente. O problema, é que o alívio é muito rápido e as pessoas acabam exagerando no número de aplicações, resultado: quanto mais pingam o colírio maior é o desconforto decorrente da concentração e toxicidade dos conservantes."

Atente-se aos cuidados abaixo quando estiver fazendo uso de algum colírio:

* Lave as mãos antes e depois de qualquer aplicação, de qualquer medicamento nos olhos.

* Siga rigorosamente as orientações do oftalmologista. Respeite o número de aplicações recomendadas por dia.

* Se você usa lentes de contato, retire-as antes da aplicação e só recoloque 10 minutos depois.

* Pingue uma gota de colírio de cada vez.

* Não encoste o aplicador nos olhos para evitar contaminação.

* O frasco é de uso individual, nunca divida com outra pessoa.

* No caso de uso de mais de um colírio, aguardar 15 minutos entre as aplicações.

* Relate ao oftalmologista qualquer incomodo durante a aplicação.

Por achar que são inofensivos as pessoas esquecem que o uso de colírios com outros medicamentos pode causar interações, como inibir o efeito do anticoncepcional ou causar um processo de asma, por exemplo. 
Muito usado pela população para lubrificar os olhos, o colírio Moura Brasil deve ter o uso evitado em pacientes que fazem uso de inibidores da MAO pois intensificam os efeitos desses medicamentos.

Não use nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico. Em caso de dúvidas você pode entrar em contato com o blog. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dependência

Segundo o Código Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial de Saúde (OMS), dependência é definida como:

"Conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após repetido consumo de uma substância psicoativa, tipicamente associado ao desejo poderoso de tomar a droga, á dificuldade de controlar o consumo, á utilização persistente apesar das suas consequências nefastas, a uma maior prioridade, a uma maior prioridade dada ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações, a um aumento da tolerância pela droga e por vezes, a uma estado de abstinência física. A síndrome de dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, ao álcool ou o diazepam), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes."

Ainda segundo a OMS a dependência é caracterizada pela presença de três ou mais do eventos relacionados abaixo, por um determinado período de tempo durante um ano.
  • Forte desejo ou compulsão por usar a substância
  • Dificuldade em controlar o consumo da substância, em termos de inicio, término e quantidade
  • Presença de síndrome de abstinência ou uso da substância para evitar o aparecimento da mesma
  • Presença de tolerância, evidenciada pela necessidade de aumentar a quantidade para obter o efeito anterior
  • Abandono progressivo de outros interesses ou prazeres em prol do uso da substância
  • Persistência no uso apesar de diversas consequências danosas.

As duas principais formas em que a dependência se apresenta, ou os principais tipos de dependência, são a dependência física e psicológica mas, existem outros tipo também.
O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, por exemplo, desenvolveu um programa de ajuda as pessoas dependentes de internet e tecnologia. Você pode conhecer mais sobre esse trabalho aqui.

Durante essas semana esse blog vai falar sobre os tipos de dependência e também sobre algumas substâncias que podem causar dependência, acompanhe! 

terça-feira, 13 de março de 2012

Prozac

Ficha Técnica
Nome: Prozac
Principio ativo: Cloridrato de Fluoxetina
Classificação: Antidepressivo - Inibidor  Seletivo da Recaptação de Serotonina
Apresentação: Caixa com 7, 14 ou 28 cápsulas de 20mg; caixa com 14 ou 28 comprimidos de 20mg; frasco com 70ml (20mg/5ml)
Fabricante: Eli Lilly

Descoberto em 1972 já causou polêmica quando o laboratório, com a finalidade de promover o produto, publicou um artigo que dizia que esse era o primeiro Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (SSIR), sendo que na verdade o primeiro medicamento dessa classe foi a Zimelidina. 
Depois da sua aprovação pela FDA em 1987, da retirada do mercado de outros dois medicamentos da mesma classe do mercado devido aos efeitos colaterais e de uma forte campanha de marketing do fabricante, o Prozac passou a ser um dos antidepressivos mais popular do mundo. Em 2006 foi o terceiro antidepressivo mais receitado.
O nome Prozac tornou-se tão popular que várias pessoas se referiam a outros medicamentos, qualquer antidepressivo, com esse nome. Seu nome aparece em título de filme, título de livros e nomes de música. O medicamento foi por muito tempo conhecido como a pílula da felicidade, ou como diziam nos final dos anos 80 e nos anos 90: "a felicidade ao alcance das mãos". 
Em 1996 a Folha de São Paulo publicou no Caderno Mais um artigo com o título: "A Ressaca do Prozac e os Milagres da Fala" que compara os efeitos do Prozac e da psicanálise no cérebro humano. Em 2004 ainda era assunto, e foi tema de uma matéria na revista Super Interessante cujo título era: "A Felicidade Reinventada". Hoje ainda é muito receitado pelos médicos, inclusive para pacientes sem depressão. Muitas pesquisas ainda são feitas em torno desse medicamento e muito ainda vai se ouvir falar dele. 

A Fluoxetina é indicada para depressão maior, bulimia nervosa e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Também pode ser indicado para transtorno bipolar e síndrome do pânico. Age inibindo a recaptação de serotonina, aumentando as concentrações extracelulares do neurotransmissor serotonina ao inibir sua recaptação pelo neurônio pré- simpático e o nível de serotonina livre para se ligar aos receptores pós-simpáticos. Ou seja, maximiza a ação da serotonina. 
Possui bem mesmo efeitos colaterais que os antidepressivos tricíclicos, tendo como principais efeitos colaterais náuseas, falta de apetite, insonia e perda a libido. 
Tem sua absorção diminuída com a ingestão de alimentos e de maneira alguma deve ser usado concomitantemente com inibidores da MAO pois essa combinação pode ser fatal. Tem seu metabolismo aumentado pela aspirina e esteroides. Não deve haver o uso concomitante com álcool.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Victoza

Ficha técnica


Nome: Victoza
Principio ativo: Liraglutida
Apresentação: Embalagem com 2 sistemas de aplicação pré-preenchidos com 30 doses de 0,60mg ou 15 doses de 1,2mg ou 10 doses de 1,8mg.
Laboratório: Novo Nordisk


Da noite para o dia o medicamento ficou famoso depois de ser matéria de capa da revista Veja em setembro de 2011. E com a fama veio a polêmica. O medicamento estava em todos os jornais, nas conversas de sala de espera dos consultórios, nos corredores dos hospitais. 
Pacientes portadores de Diabetes começaram a reclamar da falta do medicamento devido ao aumento de procura por pessoas querendo emagrecer, teve gente que entrou numa fila de até 4 meses para conseguir o medicamento. Hoje, 6 meses depois, o medicamento não é mais o assunto do momento, o fornecimento está normalizado e a procura já não é assim tão "desesperada".
Mas afinal de contas, o que é esse medicamento de que tanto se falou?


Segundo informações do fabricante a Liraglutida é recomendada para tratar diabetes tipo 2. Pode ser usado em conjunto com outros medicamentos para diabetes, como a metformina.
A Liraglutida  ajuda o corpo a reduzir seu nível de açúcar no sangue somente quando ele estiver muito alto. Também reduz a velocidade de passagem da comida pelo estômago. A liraglutida tem duração de ação de 24 horas e melhora o controle da glicemia (nível de açúcar no sangue), reduzindo a glicemia em jejum e pós-prandial (após as refeições) de pacientes com diabetes mellitus tipo 2.
A Liraglutida imita o imita o hormônio LGP-1, produzido no intestino, responsável pela sensação de saciedade e pela regulação metabólica. 
Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas e diarréia que podem durar até 6 semanas. Também pode causar hipoglicemia. Alguns estudos mostraram poder causar pancreatite e distúrbios da tireoide.


Mesmo sendo indicado para diabetes tipo 2, muitos endocrinologistas receitam o medicamento ao seus pacientes para tratar obesidade. 
O que disse a ANVISA sobre o assunto pode ser visto aqui.




  

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Doenças que podem ser transmitidas pelo beijo

Carnaval começa hoje e em todo lugar tem propagandas para o uso de camisinha e não dirigir se beber mas quase ninguém se lembra de falar das doenças que podem ser transmitidas pelo beijo. 
E todo mundo sabe que nessa época beijo é o que não falta por isso, esse blog traz hoje para você um post com as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo. 

Doenças transmitidas pelo beijo
• Cárie dental – doença infectocontagiosa causada por bactérias como Streptococcus mutans, que provoca a desmineralização do esmalte do dente, ocasionando destruição localizada, progressiva e irreversível. 
• Gengivite – inflamação da gengiva, causada por bactérias (placas), que pode se agravar e atingir o osso alveolar, o qual envolve e mantém firmes os dentes. Tem-se observado o aumento do número de casos de gengivite. É de se crer que, além da ausência de cuidados com a higiene bucal, a prática do “ficar”, muito comum entre os jovens e adultos de hoje, esteja contribuindo para isso.
• Faringite – inflamação da faringe, região situada entre as amígdalas e laringe (onde se forma a voz), pode ser causada por vírus e bactérias.
• Laringite – inflamação aguda ou crônica da laringe (onde estão as cordas vocais), causada por vírus e também bactérias.
• Amigdalite – inflamação das amígdalas, geralmente provocada por uma infecção estreptocócica (bacteriana) ou, com menos frequência, por uma infecção viral.
• Herpes labial – afecção cutânea aguda causada pelo Herpes simplex virus. Normalmente se manifesta quando a imunidade está baixa, situação que acontece com frequência no carnaval onde as pessoas tem dias seguidos de pouco sono, muito desgaste físico e consumo de álcool. 
• Mononucleose – é uma doença de progressão benigna e muito comum; 79% dos casos são causados pelo vírus Epstein-Barr, e 21%, pelo Cytomegalovirus, ambos transmitidos pelo beijo, saliva e troca de outras secreções. Caracteriza-se por febre, aumento do número de monócitos (globulos brancos) no sangue, angina (sensação de angústia, opressão torácica, devido a um fornecimento insuficiente de oxigênio ao coração), aumento do volume do baço, erupções cutâneas, etc.
• Hepatite A e B – infecção inflamatória do fígado. A vacinação pode preveni-la.
• Meningite – inflamação das meninges (conjunto das três membranas que envolvem o eixo cerebroespinhal). Pode ser cerebral, espinhal ou cerebroespinhal, de origem bacteriana, tóxica, parasitária ou secundária a diversas doenças.
• Gripe – doença infecciosa muito contagiosa, quase sempre epidêmica, devido a vários vírus do grupo Myxovirus influenzae.
• Tuberculose – doença infecciosa e contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch).
• Sífilis – doença sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum (treponema pálido). 

A saliva não transmite o vírus da AIDS, que só é transmitido através do sangue. Se o beijo acontece entre duas pessoas que têm gengivite, ou qualquer outro ferimento na boca, o HIV pode penetrar na corrente sanguínea. 

A Mononucleose, popularmente conhecida como "doença do beijo" tem um aumento de casos logo após o carnaval. Assim como o Herpes e as outras doenças, a Mononucleose se manisfesta, com maior frequência, quando a imunidade está baixa e nessa época do ano isso é muito comum devido aos dias seguidos de pouco sono, ingestão de álcool e desgaste físico. Para minimizar esses efeitos, e tentar não baixar tanto a sua imunidade tente fazer refeições reforçadas, se hidratar e procurar descansar o máximo que conseguir.





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Omeprazol

Ficha Técnica
Nome: Losec
Principio ativo: Omeprazol
Classe terapêutica: Inibidor da bomba de próton
Fabricante: AstraZeneca

Relativamente novo, desenvolvido na década de 80, o Omeprazol é um grande conhecido da população. Quem nunca indicou a um amigo que reclamou de dor no estômago, ou mesmo fez uso desse medicamento?

O omeprazol age na diminuição da quantidade de ácido produzida pelo estômago, sendo indicado para tratar doenças nas quais há excesso de produção desse ácido pelas células parietais do estômago – como gastrites, úlceras e esofagites. Também é indicado no tratamento de úlceras causadas por Helicobacter pylori.
Não é indicado para prevenir dor de estômago!!!

Por ser instável em meios ácidos deve ser ingerido em jejum. Os comprimidos podem ser dispersos em meio copo de água, no caso de dificuldade de deglutição, mas não devem ser esmagados. Mexa até o comprimido se desintegrar por inteiro.
Deve ser administrado com cautela por pacientes diabéticos pois contém açúcar na formulação.

O uso concomitante com diazepam, fenitoína e varfarina aumente o tempo de eliminação desses medicamentos, aumentando assim seu efeito. A monitoração dos pacientes em uso de fenitoína e varfarina deve ser feita rigorosamente pois podem ocorrer ajustes de doses desses medicamentos devido o prolongamento da sua eliminação. 

É vendido sem receita médica nas farmácias e seu consumo vem aumentando a cada ano, o que vem preocupando os médicos.
O consumo excessivo de Omeprazol pela população foi assunto em um simpósio realizado no ano passado pelo Instituto Oncoguia onde Roberto Gomes, presidente da Federação das Sociedades de Cancerologia, criticou a banalização do medicamento e seu uso errôneo em substituição a antiácidos comuns e pastilhas. 

O uso indiscriminado de Omeprazol já foi associado ao desenvolvimento de adenocarcinomas de estômago (tipo mais comum de câncer de estômago) e a deficiência de ferro e magnésio aumentando a susceptibilidade a pneumonias, infecções entéricas, fraturas, entre outros.